Guarapari (ES) – Aiea/Dean Calma
Dados da Opas indicam que a maior parte dos focos de dengue nasce dentro do ambiente familiar. Não é um detalhe: é um ponto de partida para entender por que a resposta precisa ser mais próxima do cotidiano das pessoas.
Para enfrentar esse desafio, a estratégia da organização passa pela educação digital. A Opas aposta no campus virtual para capacitar médicos e enfermeiros no manejo clínico de doenças como a dengue. A ideia é simples e direta: “o conhecimento chegue aonde o mosquito ataca”.
Com o registro de novos casos na região, a Opas — braço da Organização Mundial da Saúde (OMS) nas Américas — também projeta ampliar a vacina contra a dengue. O objetivo é reduzir, com rapidez, a pressão sobre os sistemas públicos de saúde.
Inovação com a bactéria que desarma o vírus
O médico e chefe da Opas afirmou que a ciência moderna vem mudando as regras do jogo. Em vez de mirar apenas a eliminação do mosquito, a proposta é “desarmá-lo”. No centro dessa abordagem está a bactéria Wolbachia.
Segundo Jarbas Barbosa, “esta bactéria não traz qualquer problema para os seres humanos, mas quando infecta o mosquito, impede que o mosquito seja infectado pelo vírus da dengue”. A mudança, portanto, não se limita ao combate — tenta quebrar o ciclo de transmissão.










