Baixo Guandu (ES) – Governos e o setor industrial buscam na reciclagem uma saída urgente para a crise global do lixo. O desafio, contudo, vai muito além de reaproveitar materiais: o novo relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) coloca sob lupa a segurança dessas embalagens quando entram em contato direto com alimentos e bebidas.
O mercado de embalagens vive uma expansão acelerada, com projeções que indicam uma movimentação financeira de US$ 815 bilhões até o fim desta década. Embora esses recipientes sejam essenciais para garantir a conservação de itens perecíveis, a dependência de polímeros sintéticos alimenta um ciclo perverso de resíduos plásticos — um problema que hoje atinge proporções epidêmicas.
Atualmente, menos de 10% de todo o plástico produzido no mundo é efetivamente reciclado. Esse cenário de baixa eficiência gera dúvidas críticas sobre a integridade química dos materiais que chegam às prateleiras. Como alerta Corinna Hawkes, diretora da Divisão de Sistemas Agroalimentares e Segurança Alimentar da FAO, a solução para a crise ambiental não pode ser buscada ao custo da nossa segurança alimentar.










