Brasília (DF) – O governo Lula e lideranças da Câmara dos Deputados selaram, nesta quarta-feira (13), um entendimento para pôr fim à escala de trabalho 6×1. O plano prevê a adoção do modelo 5×2, garantindo dois dias de descanso remunerado por semana, acompanhado pela redução da carga horária semanal das atuais 44 para 40 horas. A estratégia será conduzida por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), complementada por um projeto de lei enviado pelo Executivo para acelerar os trâmites.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), enfatizou que o objetivo central é assegurar a redução da jornada sem qualquer perda salarial para o trabalhador. Segundo Motta, a ideia é blindar as convenções coletivas, permitindo que cada setor da economia consiga ajustar as particularidades da nova regra. A reunião contou com a presença dos ministros Luiz Marinho, do Trabalho, Bruno Moretti, do Planejamento, e José Guimarães, das Relações Institucionais, ao lado do relator da PEC, Leo Prates (Republicanos-BA).
Luiz Marinho celebrou o avanço, destacando que o país caminha para um consenso que equilibre os interesses de quem produz e quem trabalha. O cronograma já está traçado: a Comissão Especial deve votar o parecer de Prates em 27 de maio, com o texto seguindo para o plenário no dia seguinte. Caso passe pelo crivo dos deputados, a proposta precisará ser chancelada pelo Senado. O governo pressiona para que a mudança entre em vigor ainda neste semestre, sem regras de transição, alinhando o Brasil a países como Chile, México e Colômbia.













