Brasília (DF) – O ministro da Fazenda, Dario Durigan, posicionou-se de forma direta contra qualquer pedido de compensação financeira ou indenização a empresas em meio ao debate sobre o fim da escala 6×1. Durante audiência pública na Câmara dos Deputados nesta terça-feira (12), o ministro foi enfático: a titularidade da jornada de trabalho pertence ao trabalhador, e não ao empregador.
Para Durigan, a redução da carga horária reflete uma transformação global nas relações laborais e não deve ser encarada como um prejuízo estatal. Ele argumenta que o Brasil precisa seguir a tendência internacional de jornadas menores, que historicamente não envolveram pagamentos aos setores produtivos, mas sim ganhos de produtividade e qualidade de vida.
O setor produtivo, contudo, mantém o alerta sobre os custos. Estudos da Confederação Nacional da Indústria sugerem que a redução para 40 horas semanais poderia impactar o PIB em 0,7%, algo próximo de R$ 76,9 bilhões. O ministro rebateu a preocupação focando na eficiência: o desafio, na visão dele, é otimizar processos e corrigir gargalos de gestão nas empresas.
Embora rejeite indenizações, o governo sinaliza abertura para apoiar pequenos negócios durante a transição. Durigan mencionou a ampliação de linhas de crédito, programas de digitalização e incentivos voltados ao pequeno empreendedor, reforçando que a negociação coletiva entre patrões e empregados será o caminho fundamental para acomodar essas mudanças no mercado de trabalho brasileiro.











