Brasília (DF) – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima, apresentou nesta terça-feira (12) o plano Brasil Contra o Crime Organizado. A meta central é clara e direta: impedir que o sistema prisional brasileiro continue operando como um quartel-general para facções criminosas. “Vamos tornar as cadeias mais seguras e tirar delas essa característica de escritório do crime”, afirmou o ministro durante o programa Bom Dia, Ministro.
A estratégia repousa sobre quatro pilares: a asfixia financeira das organizações, o combate rigoroso ao tráfico de armas e munições, o aprimoramento na investigação de homicídios e, crucialmente, o endurecimento do controle nas unidades prisionais. Ao todo, o governo federal reservou R$ 1,06 bilhão para ações diretas, sendo que R$ 330,6 milhões serão aplicados especificamente para isolar lideranças criminosas e interromper ordens que saem de dentro das celas.
O projeto mira 138 unidades prisionais estratégicas, que concentram quase 19% da população carcerária e mais de 80% das lideranças das facções. O objetivo é elevar esses locais ao padrão de segurança máxima, com detectores de metal e bloqueadores de celular. Lima acredita que a adesão dos estados será natural, afastando temores de boicote político por parte de governadores de oposição, já que o impacto na segurança pública é uma demanda urgente da população.
Para financiar o plano, o governo desenhou dois caminhos. O primeiro é o aporte direto, sem necessidade de burocracias ou adesões formais. O segundo é uma linha de crédito robusta de R$ 10 bilhões via BNDES, utilizando o Fundo Nacional de Investimento em Infraestrutura Social (Fiis). Nesse caso, estados e municípios devem apresentar projetos que incluam desde a compra de viaturas e drones até a reforma física das unidades, abrindo espaço, inclusive, para reforçar o combate ao feminicídio.












