Rio de Janeiro (RJ) – Secretários de oito capitais brasileiras selaram, nesta terça-feira (12), no Rio de Janeiro, um compromisso urgente pela proteção da infância. A Carta do Rio por Cidades que Protegem Crianças e Adolescentes une as gestões de Belém, Fortaleza, Manaus, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Luís e São Paulo em torno da Agenda Cidade, iniciativa liderada pelo Unicef. O objetivo é claro: frear a escalada da violência urbana que atinge mais de 7 milhões de jovens residentes nessas metrópoles.
O cenário é alarmante e justifica a mobilização. Entre 2021 e 2023, essas cidades contabilizaram mais de 2.200 mortes violentas de menores, além de um número expressivo de casos de violência sexual. Layla Saad, representante adjunta do Unicef no Brasil, defende que a adesão à carta é uma decisão política estratégica. Para ela, a violência urbana não é um destino inevitável, mas algo que exige o fim da normalização e a oferta real de serviços públicos de qualidade.
Na prática, o documento exige que as prefeituras priorizem orçamentos para a infância e fortaleçam a articulação entre saúde, educação e assistência social. Um dos pontos centrais é a implementação efetiva da Lei da Escuta Protegida, mecanismo que busca evitar a revitimização de crianças em processos judiciais. O secretário de Educação do Rio, Hugo Nepomuceno, reforçou que parcerias focadas na primeira infância, como o modelo de unidades certificadas na Pavuna, servem de base para que o país finalmente garanta um ambiente seguro para o desenvolvimento dessas futuras gerações.







