Londres, Reino Unido – Londres sedia, desde esta quarta-feira, a 111ª sessão do Comitê de Segurança Marítima da Organização Marítima Internacional (OMI). O encontro coloca sob holofotes os desafios críticos que ameaçam a navegação global, reunindo autoridades para discutir o cenário atual nos oceanos.
Sob o tema “Da política à prática”, o evento busca equilibrar a urgência de crises humanitárias com a necessidade premente de inovação tecnológica no setor. O objetivo é claro: transformar diretrizes diplomáticas em soluções operacionais que garantam a eficiência e a proteção das rotas comerciais.
Arsenio Dominguez, secretário-geral da OMI, fez um apelo contundente pela liberdade de navegação. Para o executivo, tripulações e navios jamais devem ser tratados como vítimas colaterais de disputas geopolíticas, especialmente no Estreito de Ormuz — uma região que ele descreve como profundamente preocupante.
A situação no local impõe um custo humano elevado. Centenas de marinheiros civis seguem confinados em embarcações presas em zonas de alto risco, enfrentando uma pressão psicológica constante e ameaças que colocam em xeque a integridade física de quem mantém o fluxo do comércio mundial.










