Vila Velha (ES) – O sistema prisional capixaba encontrou uma solução interna para reforçar suas barreiras de segurança. Instalada no Complexo Penitenciário Eduardo Pereira da Silva, em Xuri, Vila Velha, uma fábrica dedicada produz alambrados para as unidades do Estado. A iniciativa já resultou na confecção de sete mil metros quadrados de material, transformando a logística de proteção perimetral.
Para tirar o projeto do papel, a Secretaria da Justiça (Sejus) destinou R$ 1,3 milhão — verba captada por meio de multas contratuais. O recurso foi aplicado na compra de maquinário especializado e matéria-prima, como o arame galvanizado, além de garantir o treinamento dos detentos que operam a linha de montagem. A mão de obra prisional, segundo gestores, é um pilar central para manter o fluxo produtivo e a ocupação dos internos.
O Centro de Detenção Provisória de Marataízes (CDPM) serviu como teste inicial, recebendo 400 metros lineares de telas. As placas, com seis metros de altura, dificultam fugas e simplificam o monitoramento dos policiais penais. Pablo José Rocha Carneiro, diretor-adjunto do CDPM, aponta uma vantagem extra: a substituição de estruturas desgastadas pela maresia, garantindo um ambiente mais seguro e funcional para a rotina carcerária.
A expansão não para por aí. O Centro de Detenção e Ressocialização de Linhares (CDRL) já instalou 400 metros quadrados das novas telas, e o Centro de Detenção Provisória de São Mateus (CDPSM) tem entrega prevista para a próxima semana. O cronograma de distribuição ainda abrange unidades em Vila Velha, Cariacica e o Complexo Penitenciário Rodrigo Figueiredo da Rosa, em Viana, somando mais de 1.600 metros lineares em circulação.













