Rio de Janeiro (RJ) – O 2º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro retoma nesta segunda-feira (25) o julgamento de Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, e de Monique Medeiros. O casal responde pela morte do menino Henry Borel, de apenas 4 anos, ocorrida em março de 2021. A expectativa é alta, já que a sessão anterior, em 23 de março, terminou de forma abrupta quando a defesa de Jairinho abandonou o plenário após a juíza Elizabeth Machado Louro negar o adiamento do processo.
A denúncia do Ministério Público aponta que, na madrugada de 8 de março de 2021, Jairinho espancou a criança até a morte, enquanto Monique teria se omitido, tornando-se corresponsável pelo crime. O promotor também detalha que, ao longo de fevereiro daquele mesmo ano, o menino foi submetido a três episódios de tortura física e psicológica. Jairinho enfrenta acusações de homicídio qualificado por meio cruel e impossibilidade de defesa, além dos crimes de tortura. Já Monique responde por homicídio por omissão, com qualificadoras de motivo torpe e recurso que dificultou a reação da vítima.
O rito processual prevê a oitiva das testemunhas de acusação, seguidas pelas de defesa, além de esclarecimentos de peritos e o interrogatório dos réus. Após os debates, com duas horas e meia de fala para cada lado — seguidos de réplica e tréplica —, os jurados decidirão sobre a autoria e a materialidade do crime. Leniel Borel, pai de Henry, acompanha o caso com angústia, temendo uma nova manobra protelatória. “Seria um grande escárnio com a Justiça”, desabafou, classificando o possível abandono do plenário como uma segunda ofensa à memória de seu filho.













