Eu trago para vocês hoje — como pastor, psicólogo, psicoterapeuta, escritor e também criador de conteúdo e comunicador — um alerta vital: a quem você tem entregado o controle do seu bem-estar emocional?
Vamos mandar a real?
Hoje em dia, a internet virou uma grande arena de gladiadores, só que em vez de espadas, a galera usa o teclado. Todo mundo quer os louros da fama, o engajamento bombando, os mimos dos patrocinadores e o glamour do mundo da divulgação. É lindo? É. Mas a galera entra nesse mundão de peito aberto e… completamente desarmada.
Esquecem de preparar o “couro” para o chicote que vem depois.
Sejamos sinceros: a tal da “crítica construtiva” virou lenda urbana. Hoje, 99% do que circula por aí é crítica desconstrutiva pura e simples, camuflada de “opinião sincera”. O mundo é invejoso, galera. A internet adora consumir o seu sucesso, mas detesta ver o seu processo. Ninguém quer saber das suas noites em claro, dos seus boletos, das suas lutas ou do quanto você ralou para formatar aquele post. O tribunal da web só vê o palco, nunca os bastidores. E se o seu palco balançar um milímetro… hater destila o veneno.
Na psicoterapia, a gente aprende uma regra de ouro: o outro só tem o poder de nos desestruturar se nós abrirmos a porta.
Adoecemos quando absorvemos ofensas e frustrações que não são nossas. Sabe aquela vizinha ou aquele perfil fake que destilou ódio no seu comentário? Isso é falta de limites — seus e deles. A psicanálise, de um jeito mais técnico, chama isso de identificação com a projeção do outro. Ou seja: o cara tá frustrado com a vida dele, joga o lixo em você, e você, lindamente, pega o lixo, abraça e leva para a cama. Faz sentido? Nenhum!
Espiritualmente falando, a teologia nos lembra que a sua identidade foi definida pelo Criador, não pela opinião alheia ou pelo número de curtidas e comentários na sua foto.
Quando você reage a cada provocação, você assina um contrato de escravidão com quem te atacou. Você dá o controle remoto da sua paz na mão de um desconhecido.
Tomar posse da sua história é entender que o comportamento do outro diz respeito estritamente a ele (e aos traumas dele), mas a sua paz depende exclusivamente de você.
Fica aqui o meu papo reto para você hoje: retome as rédeas da sua vida.
Quer entrar no mundo digital? Entre. Quer buscar o seu espaço? Busque. Mas vá de colete à prova de balas emocional. Estabeleça limites saudáveis, blinde as suas emoções e não dê a absolutamente ninguém — seja um hater com foto de anime ou um parente palpiteiro — o poder de adoecer a sua mente ou estragar o seu dia.
Fecha a porta para o lixo alheio e abre a janela para a sua própria paz!
Até a próxima matéria!
- Se você gostou, deixa um joia aí para fortalecer o comunicador!
- Se não gostou… deixa o seu “vai que é assim mesmo”! Afinal, se nem o algoritmo agrada todo mundo, quem sou eu para conseguir? Faz parte do show!
Até a próxima, e lembre-se: cuide do seu Wi-Fi emocional!













