Vila Velha (ES) – O projeto que cria a Rota Turística das Cidades Coloniais Alagoanas vai à sanção presidencial. A proposta recebeu aval na Comissão de Desenvolvimento Regional, CDR, nesta segunda-feira, 26.
A intenção do texto é impulsionar o turismo histórico, de natureza e de aventura. O roteiro reúne sete municípios de Alagoas, com foco em atrativos ligados ao passado e a paisagens que fazem parte do cotidiano regional.
O relator do PL 3.758/2023, senador Hermes Klann, do PL de SC, associou a iniciativa ao peso do patrimônio histórico dessas localidades. Para ele, o valor das cidades coloniais as coloca em posição de relevância para o turismo nacional. A redação original do projeto é do deputado Alfredo Gaspar, do União-AL.
A rota foi desenhada para incluir cidades que têm patrimônios reconhecidos pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o Iphan. Em Marechal Deodoro, por exemplo, a primeira capital de Alagoas preserva casarões, igrejas e conjuntos arquitetônicos do período colonial.
Penedo aparece na lista por estar às margens do rio São Francisco. O município reúne um dos mais importantes conjuntos históricos coloniais do Nordeste, com igrejas e construções dos séculos 17 e 18, além de um cenário que marca a região ribeirinha.
Já Piranhas teve papel estratégico na navegação do rio São Francisco durante o período imperial e republicano. A presença do rio, ali, não é detalhe, é parte da história local.
Delmiro Gouveia entra na rota por ter recebido a primeira usina hidrelétrica da Região Nordeste, inaugurada em 1913. A cidade também carrega uma herança ligada à industrialização do sertão nordestino.
União dos Palmares abriga a Serra da Barriga, local associado ao Quilombo dos Palmares e à resistência negra no período colonial. A memória desse território, portanto, também orienta a proposta de turismo.
Porto Calvo completa o conjunto com uma trajetória antiga em Alagoas. A cidade teve importância estratégica no período colonial e esteve ligada a conflitos entre portugueses e holandeses.
Por fim, Água Branca foi incluída por contar com construções históricas relacionadas à ocupação colonial do interior nordestino. Com a aprovação na CDR, a medida agora segue para a etapa da sanção presidencial.













