Cartum, Sudão – O Sudão segue como a maior crise de deslocamento do mundo. E, segundo a ONU, os ataques com drones aparecem como a principal causa de mortes no conflito.
Com a guerra se espalhando por mais regiões, o impacto sobre a população civil se amplia. A mudança na geografia dos ataques tem dificultado a vida de quem precisa fugir e também atrapalhado o apoio humanitário, que chega com menos regularidade.
Para Turk, a intensidade desses ataques desfez uma espécie de trégua que se manteve nos últimos meses. Nesse período, mais civis vinham retornando à capital — e agora cresce o temor de que as hostilidades voltem a se concentrar em Cartum, cidade que concentra o poder no país.
Assistência humanitária e risco de fome
O avanço da violência por uma ampla faixa do território sudanês aumenta o risco de insegurança alimentar aguda. Um dos fatores citados é a escassez de fertilizantes, ligada à crise no Golfo.
Diante do uso da força como “tática preferencial” pelas forças beligerantes, o chefe de direitos humanos da ONU pediu medidas firmes para impedir a transferência de armas para o Sudão — incluindo drones armados.
Ele também reforçou a necessidade de proteção dos civis por ambos os lados. Isso envolve garantir uma deslocação segura para fora das áreas de combate e, ainda, proteção contra represálias, como execuções sumárias, violência sexual, detenções arbitrárias e raptos.










