São Paulo (SP) – O Tribunal de Justiça de São Paulo marcou para 29 de outubro o julgamento de Fernando Sastre pelo júri popular, acusado de causar a morte do motorista de aplicativo Orlando da Silva Viana em um acidente na capital paulista.
O empresário segue preso preventivamente desde maio de 2024, enquanto o Ministério Público sustenta que ele conduzia seu Porsche acima da velocidade permitida, com o veículo passando a mais de 100 km/h em uma via onde o limite era 50 km/h. O procedimento está previsto para acontecer às 10h, no Plenário 7 do Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo.
A denúncia também descreve a sequência de fatos que teria antecedido a colisão. O acidente ocorreu em 31 de março de 2024, na Avenida Salim Farah Maluf. Segundo as investigações, minutos antes do impacto, Sastre teria consumido álcool em um restaurante, informação que teria sido corroborada pela comanda do estabelecimento. Depois da batida, que deixou um amigo do empresário gravemente ferido, o motorista teria deixado o local com o apoio da mãe, sem se submeter ao teste do bafômetro. Como entender essa ausência de teste diante de um caso tão específico?
A prisão de Fernando Sastre foi decretada pela Justiça paulista em 3 de maio, depois do acúmulo de provas sobre a dinâmica do crime. Ele chegou a ser considerado foragido, mas se apresentou às autoridades três dias depois de ter a custódia determinada. Se os jurados condenarem o réu, a acusação prevê penas por homicídio doloso qualificado, com variação de 12 a 30 anos, além de responder por lesão corporal gravíssima.
Agora, o caso entra na etapa mais decisiva para a defesa e para a acusação, porque cabe ao júri popular transformar a narrativa do processo em um veredito. Até lá, o que permanece em aberto é como os jurados vão avaliar, na prática, a velocidade, o consumo de álcool e a decisão de não fazer o teste, elementos que sustentam a denúncia e moldam o alcance das possíveis penas.












