Iúna (ES) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira (11) que o cessar-fogo com o Irã está “por um fio”, e que cogita voltar a atacar o país persa, após reunião de urgência convocada com integrantes do governo.
Segundo o site de notícias Axios, Trump estaria avaliando essa possibilidade e, ainda na segunda, chamou uma reunião para tratar do tema com autoridades do Executivo. O alerta surge depois de um episódio recente de troca de propostas: no domingo (10), o Irã respondeu ao plano de paz apresentado pelos Estados Unidos e fez exigências para destravar qualquer acordo.
Entre as condições iranianas estão o fim dos ataques israelenses ao Líbano, a soberania sobre o Estreito de Ormuz e o fim das sanções econômicas norte-americanas contra o Irã. Trump reagiu à contraproposta chamando-a de “estúpida”, sinalizando rejeição ao conteúdo apresentado por Teerã.
Além do tema do Oriente Médio, a agenda de Trump também inclui a China. A guerra na região deve entrar na conversa desta semana entre Trump e o presidente chinês Xi Jinping, em Pequim, e o próprio Trump confirmou que discutirá também a venda de armas pelos Estados Unidos ao governo de Taiwan.
Para a China, Taiwan é parte do território chinês, e Pequim considera que as negociações recentes da ilha com Washington irritaram o país. Enquanto isso, na Europa, uma situação de saúde pública paralela chama atenção: os últimos passageiros do navio atingido pelo hantavírus desembarcaram nesta segunda na ilha de Tenerife, na Espanha.
De acordo com as informações divulgadas, seis deles vão embarcar para a Austrália, pois cinco moram no país e outro seguirá de lá para a Nova Zelândia. Vão para a Holanda 19 tripulantes e três médicos, enquanto 26 tripulantes permaneceram na embarcação, que seguiu viagem para o país de bandeira a fim de ser desinfetada.
A embarcação saiu da Argentina no dia 1º de maio com 174 pessoas a bordo, e dias depois três morreram infectadas pelo hantavírus. Agora, com o desdobramento do desembarque em Tenerife e o deslocamento do restante do grupo para desinfecção na Holanda, a próxima etapa será acompanhar tanto a evolução dos cuidados com os envolvidos quanto as decisões políticas em torno do cessar-fogo no Oriente Médio, que seguem em aberto.










