Ibatiba (ES) – A operação de evacuação do navio MV Hondius começou na manhã deste domingo (10), quase um mês após a confirmação de um surto de hantavírus que resultou em três mortes a bordo. Os primeiros a deixar a embarcação, atracada em Tenerife, foram 14 cidadãos espanhóis, que utilizaram trajes de proteção especial sob supervisão da Unidade Militar de Emergências (UME) antes de seguirem para o Hospital Gómez Ulla, em Madri.
A logística de repatriação, coordenada pela empresa Oceanwide Expeditions, segue diretrizes rigorosas da Organização Mundial da Saúde (OMS). Após a saída dos espanhóis, cinco franceses foram evacuados, mas um deles apresentou sintomas durante o voo para Paris. A previsão é que a complexa operação de retirada dos 102 passageiros e 47 tripulantes continue até a tarde de segunda-feira (11), com todos sendo encaminhados para quarentena em seus países de origem.
Até o momento, a OMS confirmou seis casos da doença, incluindo as três vítimas fatais que faleceram entre abril e maio. O diretor-geral da organização, Tedros Adhanom, tranquilizou a população local de Tenerife, ressaltando que o risco de contágio para quem vive na ilha é baixo, uma vez que a transmissão do hantavírus exige contato muito próximo com secreções de infectados.
Após a conclusão do desembarque, cerca de 30 tripulantes permanecerão a bordo para realizar o reabastecimento do navio. A embarcação deve seguir viagem rumo ao porto de Rotterdam, na Holanda, em um trajeto estimado de cinco dias. Enquanto isso, especialistas reforçam que a cepa andina do vírus, embora grave, está sob controle médico e monitoramento constante das autoridades internacionais.










