São Paulo (SP) – O mercado financeiro brasileiro recuperou o fôlego nesta quinta-feira (14), deixando para trás a instabilidade provocada pelas repercussões políticas envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Após a forte volatilidade do dia anterior, o dólar comercial encerrou o pregão cotado a R$ 4,986, uma queda de 0,45%. A moeda chegou a bater R$ 5,02 na abertura, mas perdeu força ao longo da manhã.
A Bolsa de Valores (B3) também interrompeu uma sequência de três quedas consecutivas, impulsionada por um ambiente externo mais favorável. O Ibovespa avançou 0,72%, alcançando 178.365 pontos. O otimismo foi sustentado pelo desempenho positivo das bolsas em Nova York e pela valorização dos papéis da Petrobras, que subiram entre 0,82% e 0,96%, dependendo da classe de ações, além da recuperação dos bancos.
Cenário global dita o ritmo
Lá fora, investidores celebraram sinais de distensão entre os Estados Unidos e a China. O tom mais conciliador entre Donald Trump e Xi Jinping, especialmente sobre a navegação no Estreito de Ormuz, acalmou os mercados. Somado a isso, dados robustos sobre as vendas no varejo americano reforçaram a resiliência da maior economia do mundo, ajudando a dissipar o pessimismo que dominou os negócios brasileiros na quarta-feira.
No setor de commodities, o petróleo manteve-se estável, apesar da tensão latente no Oriente Médio. O barril do tipo Brent fechou a US$ 105,72, com alta de 0,09%, reagindo a relatos sobre uma embarcação interceptada próximo à costa dos Emirados Árabes. Enquanto o mercado monitora possíveis impactos no fluxo de petróleo, a Opep+ avalia um aumento na produção para tentar equilibrar a oferta global em tempos de incerteza.










