Lagoinha (SP) – O Centro de Vigilância Epidemiológica de São Paulo confirmou nesta quarta-feira (14) mais dois óbitos causados pela febre amarela. Com essas ocorrências em Lagoinha, no Vale do Paraíba, o estado atinge a marca de nove casos confirmados e cinco mortes apenas em 2026. O dado mais preocupante? Nenhuma das vítimas havia buscado a proteção oferecida pela vacina.
As vítimas, homens de 64 e 54 anos, acenderam um alerta imediato na Secretaria de Estado da Saúde. A imunização segue disponível gratuitamente em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do território paulista. A recomendação é clara: quem ainda não se vacinou deve procurar um posto de saúde, especialmente se planeja viagens para áreas rurais ou regiões com histórico de circulação do vírus.
Como se proteger e identificar o risco
A vacina é a única forma eficaz de prevenir a infecção, mas precisa ser aplicada com antecedência mínima de 10 dias antes da exposição ao risco. O esquema vacinal varia: crianças devem receber a primeira dose aos 9 meses e o reforço aos 4 anos. Já adultos de 5 a 59 anos que nunca foram imunizados precisam de uma dose única para garantir a proteção contra a doença, que é transmitida por mosquitos silvestres — e não pelo contato direto entre pessoas.
Fique atento aos sinais precoces da febre amarela, como febre súbita, calafrios, dores intensas no corpo e náuseas. Como os macacos são os primeiros a sofrer com o vírus na natureza, a morte desses animais serve como um alerta biológico para as autoridades. Viu um primata morto? Informe imediatamente a vigilância do seu município. A prevenção, via SUS, continua sendo o melhor caminho diante do avanço da doença.









