Brasília (DF) – A diretoria da Anvisa adiou nesta quarta-feira (13), durante a 8ª Reunião Ordinária, a análise do recurso apresentado pela Química Amparo, fabricante da marca Ypê. O diretor-presidente, Leandro Safatle, retirou o item da pauta de votação, remarcando a discussão para a próxima sexta-feira (15). O impasse gira em torno da suspensão da fabricação, venda e uso de diversos itens de limpeza da empresa.
O cenário é crítico: fiscalizações realizadas em abril identificaram 76 irregularidades na unidade de Amparo, com destaque para a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em mais de dez lotes. Esse micro-organismo, resistente a antibióticos, representa um risco real para pessoas imunocomprometidas, podendo causar desde infecções urinárias até graves problemas respiratórios. Safatle reforçou que, por segurança, os consumidores devem evitar qualquer produto com lote terminado em 1.
Enquanto aguardam o veredito da agência, a Ypê mantém um canal de diálogo aberto com a autarquia. A empresa afirma que está revisando seus processos fabris e já apresentou um plano de ação robusto — que inclui 239 medidas corretivas — para mitigar os riscos apontados. Por ora, mesmo com o efeito suspensivo obtido judicialmente, a fabricante optou por não retomar a produção até que todas as exigências técnicas sejam atendidas e a segurança dos produtos esteja garantida.












