Havana, Cuba – O cenário geopolítico no Oriente Médio atingiu um novo patamar de instabilidade nesta quinta-feira (14). Durante a cúpula do Brics na Índia, o chanceler iraniano apontou o dedo para os Emirados Árabes Unidos, acusando o país de servir como base para operações militares contra o Irã durante o conflito recente. Embora o governo emiradense negue qualquer envolvimento, a acusação adiciona combustível a uma região já inflamada. Enquanto isso, em Washington, Israel e Líbano tentam — sem sucesso total — sustentar um cessar-fogo que, na prática, segue sendo ignorado por novos episódios de violência em ambos os lados da fronteira.
Do outro lado do Atlântico, a situação em Cuba caminha para um colapso social diante do agravamento da crise energética. Em Havana, a população recorreu aos tradicionais panelaços para exigir o retorno da luz após apagões que chegam a 20 horas diárias. O governo cubano alega que o esgotamento dos estoques de diesel e óleo combustível é reflexo direto das sanções impostas pelos Estados Unidos. Sob pressão, o regime sinalizou que aceitaria discutir uma ajuda humanitária de US$ 100 milhões ofertada por Washington para tentar minimizar o caos nos serviços essenciais.
No litoral da Flórida, o que poderia ter sido uma tragédia terminou em um resgate classificado pelas autoridades como um verdadeiro milagre. Onze pessoas sobreviveram após o bimotor em que viajavam, vindo das Bahamas, cair no mar devido a uma pane no motor. O grupo permaneceu à deriva por cinco horas agarrado a boias até ser localizado pela Guarda Costeira americana, que contou com o suporte providencial de uma aeronave militar em treinamento na área. Todos os passageiros e o tripulante foram retirados da água com vida.
Com a Copa do Mundo de 2026 batendo à porta, a Casa Branca decidiu flexibilizar as regras de entrada para torcedores da Argélia, Cabo Verde, Costa do Marfim, Senegal e Tunísia. A exigência de uma caução de US$ 15 mil foi suspensa para quem comprovar a posse de ingressos. Contudo, a presença da seleção iraniana permanece uma incógnita: a federação local ainda aguarda a liberação de vistos para sua delegação. A informação é da agência Reuters.







