Venda Nova do Imigrante (ES) – O Brasil vive um momento de maior fluidez no mercado de trabalho. No primeiro trimestre de 2026, o número de brasileiros que buscam uma ocupação há dois anos ou mais despencou 21,7% na comparação anual, alcançando a marca de 1,089 milhão de pessoas. É o patamar mais baixo desde o início da série histórica do IBGE, em 2012, um contraste gritante com o auge da crise sanitária em 2021, quando esse contingente chegou a 3,5 milhões.
Os dados da Pnad Contínua, divulgados nesta quinta-feira (14), mostram que essa tendência de queda não se restringe apenas aos desempregados de longa data. Quem procura vaga entre um mês e dois anos também encontrou mais portas abertas, com reduções expressivas em todas as faixas temporais. O analista William Kratochwill, do IBGE, resume o cenário: as pessoas estão gastando menos tempo para se realocar. O mercado, enfim, ganhou um ritmo mais dinâmico.
Apesar da taxa de desemprego recorde de 6,1% no período, o pesquisador faz um alerta necessário: rapidez na contratação não é sinônimo de qualidade. Grande parte desse movimento é impulsionada pelo trabalho por conta própria, que hoje já soma 25,9 milhões de brasileiros. Kratochwill descarta que o recuo nos números seja fruto de desistência ou desalento; pelo contrário, o mercado tem mantido um fôlego persistente tanto nas contratações formais quanto na iniciativa individual dos trabalhadores.











