Brasília (DF) – O mercado de trabalho brasileiro vive um momento de fôlego histórico. No primeiro trimestre deste ano, o Distrito Federal e mais 15 estados registraram o maior rendimento médio mensal da série histórica, iniciada pelo IBGE em 2012. O país alcançou a marca de R$ 3.722, impulsionado por um cenário onde a remuneração média das famílias também atingiu patamares inéditos.
O Distrito Federal lidera esse ranking com folga, exibindo uma renda média de R$ 6.720 — um valor 81% superior à média nacional. A explicação para o topo da lista é clara: o peso do funcionalismo público na capital federal, que costuma elevar a régua salarial muito acima do que se vê na iniciativa privada. Na outra ponta, o Maranhão, mesmo celebrando seu próprio recorde, aparece com R$ 2.240, evidenciando a disparidade regional que ainda marca o país.
O levantamento da Pnad Contínua também revela que o otimismo não se restringe a estados isolados, mas a regiões inteiras. Centro-Oeste, Sul e Nordeste bateram recordes de rendimento. Paralelamente, o desemprego recuou para 6,1% no primeiro trimestre, o menor índice para o período desde o início da série. Em Santa Catarina, a taxa é ainda mais expressiva, sendo a única unidade da federação a registrar menos de 3% de desocupação.












