São Paulo (SP) – O cenário no bairro do Jaguaré, na zona oeste de São Paulo, ainda reflete o impacto da explosão ocorrida na última segunda-feira (11). Após 112 vistorias concluídas até a noite desta quarta-feira (13), o balanço da Defesa Civil e do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) confirmou 27 interdições definitivas. Outros 86 imóveis foram liberados para o retorno dos moradores, enquanto uma nova comissão técnica avalia, nesta quinta-feira (15), a real condição estrutural das edificações mais atingidas.
Para mitigar o impacto imediato às famílias, a Sabesp e a Comgás já cadastraram 232 pessoas, garantindo o pagamento de um auxílio emergencial de R$ 5 mil e acomodação em hotéis. As concessionárias assumiram o compromisso de custear a reconstrução das residências danificadas, com obras de reparo já em curso. Paralelamente, o governo estadual oficializou a criação da Gerência de Apoio do Jaguaré, estrutura voltada exclusivamente à coordenação das ações emergenciais e à recuperação da área afetada.
A investigação sobre as causas do acidente ganhou contornos regulatórios com a notificação da Arsesp, que exigiu esclarecimentos das empresas até esta sexta-feira (15). O episódio reacendeu o debate político sobre a recente privatização da Sabesp. Entidades como o SEESP e o Sintaema apontam para uma possível precarização operacional, citando a redução de quadros qualificados como um fator que compromete a segurança, enquanto o STF segue com o julgamento sobre a legalidade da desestatização da companhia.












