Brasília (DF) – O Ministério da Saúde iniciou nesta sexta-feira, 12 de junho, a transferência de R$ 577,2 milhões destinados à infraestrutura do Sistema Único de Saúde (SUS). O montante é viabilizado pelo mecanismo conhecido como Pix da Saúde, que permite o repasse direto a estados e municípios após a assinatura da Ordem de Serviço, eliminando etapas burocráticas que costumavam atrasar o início dos trabalhos.
Do total liberado, R$ 552,6 milhões serão aplicados no lançamento de 204 projetos vinculados ao Novo PAC Saúde, incluindo Unidades Básicas de Saúde (UBS), Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e Centros Especializados em Reabilitação (CER). Os outros R$ 24,6 milhões cobrem o ressarcimento de 188 obras já finalizadas sob a égide do Pacto Nacional pela Retomada de Obras da Saúde.
Este é o segundo maior aporte financeiro realizado pela pasta para fortalecer a rede pública de saúde. O volume de recursos autorizado hoje eleva o Novo PAC Saúde a um patamar superior a 3 mil obras com início de execução autorizado. O movimento faz parte de uma estratégia mais ampla: desde 2023, o governo já acumula mais de 100 obras concluídas e em pleno funcionamento.
A data também marca a entrega oficial de 27 novas unidades, totalizando R$ 47,9 milhões. Entre as inaugurações, destacam-se a Unidade Básica de Saúde Indígena da Aldeia Gameleira, no Ceará, o CAPS de Santa Maria do Pará e uma unidade em Manacapuru, no Amazonas. A escolha dessas localidades reflete o foco em reduzir vazios assistenciais em regiões historicamente distantes dos centros urbanos.
Equipamentos e diagnóstico
Além da construção física, o programa Agora Tem Especialistas avança na distribuição de máquinas e aparatos cirúrgicos. Nesta etapa, 150 combos cirúrgicos — abrangendo as áreas geral e oftalmológica — e 20 novos tomógrafos chegam a unidades hospitalares espalhadas pelo território nacional. O plano prevê, ao fim do cronograma, a entrega de 300 combos e 40 tomógrafos para 185 cidades.
O impacto dessas aquisições é direto: o investimento de R$ 546 milhões nos kits cirúrgicos deve viabilizar cerca de 428 mil cirurgias eletivas anualmente, como vasectomias e procedimentos de catarata. Já os tomógrafos prometem ampliar a capacidade diagnóstica do SUS em 260 mil exames por ano, um passo decisivo para o tratamento precoce do câncer.
Desde a criação do Pacto Nacional pela Retomada de Obras da Saúde em 2024, 974 projetos foram reativados ou repactuados de uma lista de 5.652 estruturas elegíveis. Com um orçamento global de R$ 34,8 bilhões destinado ao Novo PAC Saúde, a meta do governo é consolidar a entrega de 2.605 UBSs, centenas de policlínicas e a renovação das frotas do SAMU e de unidades odontológicas móveis.












