Brasília (DF) – O ministro Edson Fachin, na presidência do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta quinta-feira (5) que a Procuradoria-Geral da República analise o pleito de revogação da prisão preventiva de Daniel Vorcaro. O ex-banqueiro encontra-se detido no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, desde março deste ano.
O magistrado aguarda o posicionamento técnico da PGR antes de proferir uma decisão final sobre a eventual concessão de liberdade ao investigado. Não foram estabelecidos prazos para que o Ministério Público Federal entregue o parecer nem para que o ministro conclua seu despacho sobre o pedido da defesa.
A situação de Vorcaro ganhou contornos mais complexos na última semana, quando a Polícia Federal formalizou o indiciamento dele e de outros 14 envolvidos. A apuração centra-se em um esquema de fraudes financeiras estruturado no âmbito do Banco Regional de Brasília. O relatório policial aponta que o ex-banqueiro exerceu um papel central, caracterizado por sua participação pessoal, reiterada e diretiva na manipulação de carteiras de créditos irregulares ligadas ao Banco Master.
De acordo com o documento produzido pelos investigadores, essas operações resultaram em prejuízos significativos ao BRB. A tese central da polícia é que o executivo utilizou sua influência para direcionar ativos que teriam lesado os cofres da instituição pública.
A defesa de Daniel Vorcaro, contudo, refuta integralmente as conclusões da Polícia Federal. Em nota, os advogados classificaram o indiciamento como uma repetição de narrativas antigas que, segundo eles, falham em apresentar avanços concretos ou provas robustas. Os representantes legais afirmam ainda que o negócio envolvendo as carteiras da empresa Tirreno, descrita pela PF como uma fachada, jamais chegou a ser concluído.
O argumento sustentado pelos advogados é que a substituição das carteiras por outros ativos provou ser benéfica ao Banco de Brasília, gerando resultados positivos. Para a defesa, a ausência de uma perícia oficial que comprove efetivamente qualquer dano financeiro ao BRB reforça a tese de que a custódia de Vorcaro é injustificada, o que fundamenta o pedido de soltura agora sob análise na corte suprema.












