Brasília (DF) – O ministro Edson Fachin, na presidência do Supremo Tribunal Federal, suspendeu nesta quarta-feira (9) a decisão monocrática de André Mendonça que havia determinado o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência, Leandro Almada. O despacho de Fachin foi além e também barrou a decisão anterior de Flávio Dino, que havia reintegrado os dois dirigentes aos cargos. Com o movimento, a Advocacia-Geral da União (AGU) avaliou que a ordem pública e a higidez administrativa foram prontamente restauradas.
Para o órgão responsável pela defesa dos interesses da União, a intervenção de Fachin preserva a prerrogativa constitucional privativa do presidente da República de nomear ou exonerar ocupantes de postos de comando na Polícia Federal. Em nota oficial, a AGU destacou que a medida devolve ao órgão as condições operacionais indispensáveis para o seu funcionamento cotidiano, descrevendo a corporação como um pilar essencial para a segurança pública e para a manutenção do Estado Democrático de Direito.
A avaliação da AGU aponta ainda que a decisão contribui para a estabilidade institucional e reforça a confiança da população no Poder Judiciário. O texto ressalta que a medida atua em favor da harmonia entre os Poderes, ao assegurar o respeito às competências definidas pela Constituição Federal. Ao final, o órgão afirmou que essa resolução é fundamental para preservar a paz social e evitar rupturas na governança das instituições nacionais.
Simultaneamente, o Ministério da Justiça e Segurança Pública emitiu um posicionamento reafirmando sua plena confiança nas instituições republicanas. O comunicado assegura que a Polícia Federal seguirá com suas atividades habituais e missões institucionais sob um rito de dedicação e compromisso inalterados. Segundo a pasta, as apurações em curso não sofrerão interrupções ou interferências, mantendo a integridade necessária para o desenrolar das investigações.
O Ministério enfatizou que o trabalho da Polícia Federal deve prosseguir com absoluto rigor técnico e independência, guiando-se estritamente pela legislação vigente. A orientação é que a busca pela verdade dos fatos ocorra sem exceções e sem qualquer restrição, garantindo que as responsabilidades sejam apuradas independentemente de quem esteja sendo investigado. O dever da instituição, segundo o comunicado, é esclarecer os fatos com plena liberdade, onde quer que as provas conduzam.
Reforçando a mensagem, o ministro Wellington Lima utilizou um vídeo nas redes sociais para tranquilizar o público e os agentes da instituição. Ele declarou ter certeza absoluta de que a Polícia Federal manterá a regularidade plena de suas operações e de sua gestão, assegurando que o trabalho continuará seguindo seu curso normal apesar do turbilhão jurídico dos últimos dias.











