Cariacica (ES) – Na Bolívia, o presidente Rodrigo Paz revogou a lei que tornava mais simples a decretação de estado de emergência no país. A mudança foi anunciada em meio ao acirramento dos protestos, que já chegam a quase um mês com bloqueios de estradas e reflexos diretos no abastecimento.
Com as vias paralisadas, cresce o desabastecimento de alimentos, combustíveis e medicamentos. Enquanto isso, manifestantes ligados ao ex-presidente Evo Morales e a movimentos sociais defendem uma virada na política econômica e cobram a renúncia de Paz.
Ao retirar a norma, o governo volta a depender do Congresso para aprovar medidas consideradas excepcionais. Na prática, a revogação reposiciona o papel do Legislativo diante de decisões que envolvem o uso de instrumentos extraordinários para lidar com a crise instalada.
No Oriente Médio, o Irã declarou que considera “pouco provável” uma nova guerra com os Estados Unidos, apesar das trocas recentes de ataques e das acusações de violação do cessar-fogo. Teerã e Washington discutem a possibilidade de um acordo com mediação internacional, enquanto a tensão permanece em torno do Estreito de Ormuz e do programa nuclear iraniano.
A Casa Branca negou que existam informações divulgadas pela TV estatal iraniana sobre uma suposta minuta do acordo. Ao mesmo tempo, o presidente Donald Trump afirmou que não pretende retirar sanções contra o Irã mesmo com a entrega de urânio enriquecido.
Em outro cenário, no Laos, equipes de resgate encontraram com vida cinco das sete pessoas que estavam presas em uma caverna inundada há uma semana. O grupo teria entrado no local em busca de ouro, mas ficou isolado quando chuvas fortes alagaram os túneis.
As buscas continuam por dois homens desaparecidos. A operação inclui mergulhadores especializados vindos da Tailândia, entre eles socorristas que já participaram do resgate de jovens em uma caverna tailandesa em 2018.
Na República Democrática do Congo, a Organização Mundial da Saúde pediu um cessar-fogo imediato no leste do país para conter o avanço de um surto de ebola. Mais de 900 casos suspeitos foram registrados em áreas marcadas por conflitos armados e deslocamento de civis.
A variante em circulação não tem vacina nem tratamento aprovados. Diante da crise, Uganda fechou a fronteira com o Congo e passou a restringir a entrada de viajantes para reduzir o risco de contágio.









