Rio de Janeiro (RJ) – A Justiça do Rio de Janeiro emitiu um novo pedido de prisão contra Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, figura proeminente na nova geração do jogo do bicho e um dos supostos chefes do comércio de cigarros ilegais no estado. A ordem também atinge o ex-policial militar Rafael do Nascimento Dutra e Jefferson Rodrigues da Silva.
O trio é acusado pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) de envolvimento na morte do policial penal Bruno Kilier da Conceição Fernandes, um crime que abalou o Recreio dos Bandeirantes em junho do ano passado.
Adilsinho, que já se encontra detido, é apontado pelas autoridades como a mente por trás de um esquema de larga escala que fabrica e distribui cigarros falsificados em todo o Rio. A vítima, Bruno Kilier, teria se tornado um obstáculo aos negócios dessa organização. Segundo o MPRJ, o policial penal atuava representando uma fabricante de cigarros, e sua presença começou a atrapalhar os interesses criminosos.
A investigação aponta que a execução de Bruno Kilier foi meticulosamente planejada. Ele teria sido monitorado com um rastreador GPS instalado de forma clandestina em seu carro. Os tiros, disparados por fuzil, vieram após esse período de vigilância.
A organização liderada por Adilsinho, de acordo com o MPRJ, não se limita à distribuição. O grupo é acusado de tentar estabelecer um monopólio sobre a venda de cigarros ilegais no Rio de Janeiro. Essa disputa pelo mercado negro de cigarros, segundo o órgão, se entrelaça com violentos conflitos e está conectada a disputas do próprio jogo do bicho.
Rafael Dutra, o “Sem Alma”, é descrito como um homem de confiança de Adilsinho e peça-chave na operação, tendo participado tanto do monitoramento quanto do planejamento da morte. Jefferson Rodrigues da Silva, por sua vez, teria sido o responsável por adquirir, configurar e entregar o aparelho rastreador que permitiu o acompanhamento dos movimentos da vítima.
A decisão judicial de pedir a prisão preventiva dos três indivíduos veio acompanhada de uma determinação mais severa para Adilsinho: ele deverá permanecer em um presídio federal de segurança máxima. O contraventor já cumpre pena em uma unidade federal em Brasília, para onde foi transferido em fevereiro deste ano, após sua prisão em Cabo Frio. Paralelamente a essa vida de crimes, Adilsinho também ostenta a presidência de honra da Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro.











