Brasília (DF) – Numa corrida contra o tempo e o clima, o Brasil intensificou suas defesas frente à iminência de um novo El Niño, que ameaça elevar drasticamente o número de incêndios florestais este ano. João Paulo Capobianco, à frente do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, apresentou um panorama de medidas já em curso, desenhadas para conter essa ameaça ambiental iminente.
Em sua fala à nação, marcando o Dia Mundial do Meio Ambiente, o ministro salientou que a preparação para o desafio climático atual envolve um reforço significativo no monitoramento das áreas de risco, bem como a mobilização do maior número de brigadistas já registrados na história do país. Além disso, destacou Capobianco, houve um acréscimo considerável na frota de aeronaves e nos equipamentos dedicados tanto à prevenção quanto ao combate, e um investimento superior a R$ 500 mil foi direcionado aos corpos de bombeiros estaduais, focando nas regiões mais vulneráveis a incêndios florestais.
Mas as ações do governo não se limitam ao plano emergencial de combate. O ministro aproveitou para sublinhar uma mudança de paradigma: a pauta ambiental, antes vista por alguns como entrave, agora é encarada como um verdadeiro motor para o crescimento econômico. Como evidência dessa abordagem, ele mencionou os recentes avanços na desaceleração do desmatamento. Nos últimos três anos, a Amazônia viu sua área desmatada cair pela metade, enquanto no Cerrado a redução atingiu 32% e, no Pantanal, um impressionante decréscimo de 65%. Proteger esses ecossistemas, enfatizou, não só resguarda a vasta biodiversidade brasileira, como também impede a liberação de milhões de toneladas de gases poluentes na atmosfera.
Capobianco também ressaltou o empenho na expansão das áreas de proteção ambiental, com a criação de mais de dez novas reservas ecológicas, e na demarcação de terras indígenas, além do reconhecimento de territórios quilombolas. Este esforço coletivo é reforçado pela reativação do Fundo Amazônia. A iniciativa, que retomou sua cooperação internacional, agora conta com o suporte financeiro de nove nações parceiras e um capital recorde de R$ 204 bilhões, proveniente de fontes públicas e privadas, nacionais e internacionais, com o objetivo claro de impulsionar o desenvolvimento sustentável em território brasileiro.













