Ibatiba (ES) – Nos dois primeiros meses de 2026, os planos de saúde coletivos registraram um reajuste médio de 9,9%, conforme dados divulgados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Embora este seja o menor índice dos últimos cinco anos, o valor ainda supera significativamente a inflação oficial do período, medida pelo IPCA, que ficou em 3,81% em fevereiro.
Os contratos coletivos, firmados por empresas, associações ou empresários individuais, possuem regras de reajuste distintas dos planos individuais. Nesses casos, o aumento é definido por livre negociação entre a operadora e a pessoa jurídica contratante. Dados da ANS revelam que contratos com menos de 30 beneficiários sofreram um impacto maior, com alta média de 13,48%, enquanto planos com 30 ou mais vidas apresentaram reajuste de 8,71%.
O setor de saúde suplementar no Brasil segue em expansão, atingindo a marca de 53 milhões de vínculos em março de 2026, sendo que 84% dos usuários estão em modalidades coletivas. Paralelamente ao crescimento da base de clientes, as operadoras alcançaram em 2025 um lucro líquido recorde de R$ 24,4 bilhões, sobre uma receita total de R$ 391,6 bilhões.
A ANS justifica que a comparação direta entre o reajuste dos planos e a inflação geral é complexa, pois os custos do setor consideram a variação de preços de insumos médicos e a frequência de utilização dos serviços. Enquanto órgãos como o Idec questionam os aumentos acima do índice oficial, a agência reguladora reforça que o cálculo busca refletir as especificidades técnicas da assistência médica.











