Rio de Janeiro (RJ) – A Justiça do Rio de Janeiro determinou o trancamento do inquérito policial contra o vereador Salvino Oliveira Barbosa (PSD), ex-secretário municipal da Juventude. O magistrado Renan de Freitas Ongaratto, da 2ª Vara Especializada em Organização Criminosa, criticou duramente a condução das investigações pela Polícia Civil, apontando a ausência de provas concretas e a existência de desvio de finalidade com possíveis motivações políticas.
O juiz classificou a atuação policial como uma prática de “fishing expedition”, termo jurídico para investigações genéricas que buscam provas de forma ilegal. Segundo o magistrado, a polícia forçou depoimentos de familiares e pastores do parlamentar, omitindo o caráter coercitivo das medidas, além de divulgar informações financeiras infundadas, como a suspeita sobre um depósito de R$ 100 mil, que o vereador comprovou tratar-se de um prêmio da ONU.
Após a decisão, Salvino Oliveira, que está em seu primeiro mandato, afirmou ter sido alvo de perseguição por sua origem periférica e histórico de atuação social. Em nota, o vereador destacou que o uso da máquina pública para fins eleitorais é uma ameaça à democracia. O caso ocorre em um cenário político conturbado no Rio de Janeiro, marcado pela recente inelegibilidade do ex-governador Cláudio Castro e pela disputa eleitoral em curso.












