Os mercados brasileiros viveram um dia de otimismo nesta sexta-feira (8), com o dólar fechando abaixo de R$ 4,90 pela primeira vez desde janeiro de 2024. A moeda norte-americana encerrou o pregão cotada a R$ 4,894, recuando R$ 0,029 (-0,60%), alcançando seu menor nível de fechamento em aproximadamente 28 meses. No acumulado do ano, o dólar registra retração de 10,84% em relação ao real, refletindo a recuperação gradual da moeda brasileira.
O movimento de valorização do real foi impulsionado por dois fatores principais: a divulgação de dados positivos do mercado de trabalho norte-americano, que registrou criação de empregos acima das expectativas, reduzindo temores de desaceleração econômica nos EUA, e a diminuição das tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã. Os investidores acompanharam declarações do presidente Donald Trump sinalizando continuidade do cessar-fogo no Oriente Médio, o que contribuiu para aliviar as pressões sobre o câmbio.
Bolsa recupera e acompanha Wall Street
O Ibovespa subiu 0,49%, chegando a 184.108 pontos, com destaque para ações de bancos e mineradoras. Apesar da recuperação na sexta-feira, o principal indicador da B3 acumulou queda de 1,71% na semana, embora mantenha valorização de 14,26% no acumulado anual. O desempenho positivo foi sustentado pelo cenário externo favorável, com o S&P 500 avançando 0,84%, refletindo o alívio dos investidores com os dados econômicos norte-americanos e a redução das percepções de risco recessivo.
Petróleo sobe mesmo com redução de tensões
Os preços do petróleo encerraram em alta apesar da diminuição das tensões no Oriente Médio. O barril do Brent, referência nas negociações internacionais, avançou 1,23%, a US$ 101,29, enquanto o WTI do Texas subiu 0,64%, para US$ 95,42. No entanto, ambos os contratos acumulam perdas superiores a 6% na semana, impactados pelo monitoramento contínuo de riscos envolvendo o Estreito de Ormuz, rota crítica para o transporte global de petróleo.
O Comando Central dos Estados Unidos informou que dezenas de navios-tanque continuam impedidos de circular nos portos iranianos devido às tensões na região. Enquanto isso, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, declarou que Washington aguarda uma resposta do Irã à proposta de encerramento do conflito. Donald Trump, reafirmando o cessar-fogo, voltou a pressionar o regime iraniano para abandonar seu programa nuclear, mantendo a incerteza sobre a estabilidade geopolítica nas próximas semanas.










