Rio de Janeiro (RJ) – O INCAvoluntário, braço social do Instituto Nacional do Câncer, iniciou uma mobilização para fortalecer o Programa Nutrir. A iniciativa é um suporte direto a pacientes em situação de vulnerabilidade social, garantindo que o tratamento oncológico — muitas vezes exaustivo — não seja prejudicado pela falta de uma alimentação adequada após a alta hospitalar.
Fernanda Vieira, gerente-geral do INCAvoluntário, observa que a assistência dentro das quatro unidades do hospital no Rio de Janeiro é integral, mas o cenário muda drasticamente quando o paciente retorna para casa. Para suprir essa lacuna, o projeto distribui um cartão-alimentação de R$ 150 mensais, válido por até 15 meses, permitindo a compra de itens frescos como frutas e legumes. Alternativamente, famílias recebem bolsas com mantimentos básicos, como arroz, feijão e leite em pó.
Os números refletem a urgência da causa: só no primeiro trimestre deste ano, o projeto alcançou 1.758 adultos e 99 crianças. Em 2025, o investimento em recargas nos cartões somou quase R$ 1,4 milhão, além da entrega de 2 mil bolsas de alimentos. Rosana de Oliveira, mãe de uma paciente de 14 anos, resume o impacto prático desse auxílio: “Com o tratamento, fica muito difícil trabalhar. Recebemos o cartão em uma época do mês em que o dinheiro já acabou, o que nos permite comprar o essencial, como carne e vegetais”.
Para expandir esse atendimento, o instituto lançou a campanha Alimente a Esperança, que aceita doações via Pix ou cartão de crédito até o dia 28 de maio. Como o INCAvoluntário opera exclusivamente com doações externas, a participação do público é o que sustenta não apenas a nutrição, mas também o auxílio-transporte e outras ações de acolhimento, como musicoterapia e atividades recreativas, que tornam o enfrentamento da doença um pouco mais humano.











