Brasília (DF) – O Novo Desenrola alcançou a marca de R$ 12 bilhões em dívidas renegociadas desde o lançamento, beneficiando mais de 1 milhão de pessoas. Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o programa já soma cerca de 1,1 milhão de operações concluídas, com um impacto direto no alívio financeiro das famílias e na regularização de contratos do Fies.
No eixo voltado às famílias, o sucesso da iniciativa reflete descontos agressivos. Cerca de 449 mil dívidas foram quitadas à vista, com o valor original de R$ 1,06 bilhão reduzido para R$ 154,2 milhões — uma queda expressiva de 85%. Já no refinanciamento garantido pelo FGO, o estoque de R$ 9 bilhões caiu para R$ 1,36 bilhão, mantendo a mesma média de abatimento.
Os estudantes também sentem o fôlego: até 19 de maio, 34 mil contratos do Fies foram renegociados, com descontos próximos a 80%. O governo agora prepara terreno para o uso do FGTS na quitação de débitos, com consultas liberadas a partir de 25 de maio e renegociações no dia seguinte. A estimativa é injetar até R$ 8,2 bilhões via Fundo de Garantia, somados a outros R$ 7 bilhões de saques-aniversário residuais.
O alcance do programa ultrapassa o consumo das famílias, chegando ao setor produtivo. O Pronampe já movimentou R$ 5,1 bilhões em 31 mil operações, enquanto o Procred atendeu MEIs e microempresas com R$ 396 milhões. Nos bastidores, a equipe econômica desenha uma versão do Desenrola voltada especificamente para consumidores adimplentes, visando expandir o acesso ao crédito.
Para quem busca o perdão das dívidas, o caminho exige disciplina: o governo impôs um bloqueio de um ano em plataformas de apostas online para os beneficiários do programa. Como resumiu o presidente Lula, o objetivo é evitar que o cidadão renegocie o passivo para continuar perdendo dinheiro em bets. Com juros limitados a 1,99% ao mês, o Desenrola tenta equilibrar o socorro financeiro com a responsabilidade no uso do crédito.











