Santa Maria de Jetibá (ES) – O Espírito Santo iniciou oficialmente a safra 2026 do gengibre nesta quarta-feira (13), durante o Dia Especial da Cultura realizado em Santa Maria de Jetibá. O encontro reuniu produtores, pesquisadores e autoridades no Galpão Djalma Plaster para debater tecnologias de campo, o controle biológico de pragas e as novas variedades da raiz já registradas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária.
A grande aposta para manter a competitividade capixaba é um aporte de R$ 1,2 milhão distribuído em quatro projetos estratégicos. Essas pesquisas focam em temas práticos, como a nutrição de plantas em sistemas orgânicos, a seleção de genótipos adaptados a diferentes altitudes e o fortalecimento da sanidade vegetal. O objetivo central é elevar o padrão de exigência técnica e sustentável da produção estadual.
Enio Bergoli, secretário de Agricultura, aponta que o gengibre se consolidou como um pilar da economia serrana, impulsionado pela força da agricultura familiar. Com cerca de 75% da produção nacional e 59% das exportações brasileiras concentradas em solo capixaba, o estado movimentou US$ 40,4 milhões no último ano. Os municípios de Santa Maria de Jetibá, Santa Leopoldina e Domingos Martins respondem, sozinhos, por 95% do volume total colhido.
Antonio Elias Souza da Silva, diretor-técnico do Incaper, reforça que a ciência precisa estar sintonizada com as dores de quem coloca a mão na terra. Mais do que apenas ampliar a produtividade, a estratégia é antecipar as demandas rigorosas do mercado internacional. A iniciativa conta com a parceria da Seag, Incaper, Sicoob e das prefeituras locais, consolidando o gengibre como um dos protagonistas do agronegócio capixaba.













