Brasília (DF) – O plenário do Senado Federal validou, nesta terça-feira (1º), a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) ao cargo de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). A votação terminou com um placar expressivo: foram 63 votos favoráveis e apenas quatro contrários. Com o resultado, o processo segue agora para a análise da Câmara dos Deputados, etapa indispensável para a oficialização do parlamentar na corte de contas.
A candidatura de Pacheco surge para ocupar a vaga deixada por Bruno Dantas, que formalizou sua renúncia ao posto no início desta semana. O projeto de decreto legislativo PDL 995/2026, que sustenta a indicação, foi articulado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), contando com o respaldo de outros 20 senadores integrantes tanto da base governista quanto da oposição.
Ao discursar na tribuna logo após a confirmação do resultado, o parlamentar destacou a responsabilidade que assume frente ao órgão de fiscalização. Ele afirmou compreender o papel crucial do tribunal em um momento em que a eficiência na gestão do recurso público é exigida para viabilizar as políticas públicas aguardadas pela população. Para ele, a função ganha um peso inédito no cenário atual.
A trajetória política de Pacheco é marcada por passagens de destaque no Poder Legislativo, onde atuou como deputado federal entre 2015 e 2018. Posteriormente, assumiu a presidência do Senado por dois biênios consecutivos, comandando a casa legislativa entre 2021 e 2024. Foi sob sua gestão que o Senado conduziu a CPI da covid-19, período que coincidiu com a fase mais crítica da crise sanitária, incluindo o colapso do sistema de oxigênio em Manaus e os esforços para a aceleração da imunização nacional.
Natural de Porto Velho e nascido em 1976, Pacheco possui formação em direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG) e especialização em direito penal econômico internacional. Antes de ingressar na política, construiu carreira como advogado criminalista e integrou o conselho da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
O relator da indicação, senador Renan Calheiros (MDB-AL), utilizou o tempo de fala para exaltar a condução de Pacheco à frente da presidência da Casa. Segundo ele, o parlamentar demonstrou serenidade e competência durante momentos de instabilidade política e social, atuando como um elemento de equilíbrio institucional. Calheiros enfatizou que, na visão de seus pares, o indicado possui o perfil necessário para integrar o tribunal, ancorado em uma atuação que, segundo o relator, preservou a sobriedade democrática durante períodos de intensos sobressaltos no país.








