Ibatiba (ES) – A movimentação dos postulantes ao Palácio do Planalto nesta terça-feira, 1º de outubro, revelou focos distintos na busca pelo eleitorado, alternando entre visitas institucionais, debates sobre gestão pública e contatos diretos nas ruas. Enquanto alguns nomes concentraram esforços em propostas de impacto direto no cotidiano da população, outros aproveitaram o dia para críticas a decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Ronaldo Caiado (PSD) direcionou sua agenda à área da saúde ao visitar a Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Durante o encontro, defendeu a implementação do programa Agiliza SUS, sob a premissa de reorganizar as filas de espera por cirurgias eletivas. O candidato argumentou que o atendimento deve priorizar a gravidade clínica em detrimento da ordem cronológica de inscrição. Além disso, Caiado propôs o estabelecimento de um teto para despesas obrigatórias, limitando-as a 50% do Produto Interno Bruto.
No campo da educação, Romeu Zema (Novo) visitou uma escola de referência em Joinville (SC), município onde participou da abertura da Semana da Pátria. O candidato destacou a necessidade de um modelo educacional com maior acompanhamento e foco em resultados, bandeira que reforçou durante conversas com pais e lideranças empresariais na Associação Empresarial de Joinville. Enquanto isso, no Rio Grande do Sul, Augusto Cury (Avante) circulou entre o setor industrial de Cachoeirinha e a 49ª Expointer, em Esteio, posicionando-se a favor da pluralidade de ideias no debate político.
A pauta trabalhista ganhou protagonismo com Hertz Dias (PSTU), que realizou campanha em Santa Cruz do Sul (RS). Em diálogo com o Sindicato dos Comerciários, o candidato reiterou sua oposição à escala de trabalho 6×1. Para Dias, a manutenção desse regime é insustentável, e ele defendeu a redução da jornada laboral como medida essencial para preservar a saúde mental e o convívio familiar, sem que haja prejuízos aos vencimentos ou aos direitos dos trabalhadores.
As restrições impostas pela Justiça Eleitoral também ocuparam o noticiário. Wilson Grassi (Democrata) utilizou entrevistas em Brasília para questionar a decisão do ministro Dias Toffoli que barrou suas ações na esfera digital. Renan Santos (Missão), por outro lado, celebrou a revogação de uma medida semelhante ao participar de um ato público no centro de São Paulo. A capital paulista também foi palco para Edmilson Costa (PCB), que realizou caminhada pelo centro, e para Rui Costa Pimenta (PCO), que focou sua campanha no contato com estudantes em frente ao restaurante universitário da UnB, em Brasília.
Com estratégias distintas, parte dos concorrentes optou por um dia de reclusão ou agenda interna. Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Samara Martins (UP) e Clariana Barão (DC) não realizaram compromissos públicos de campanha nesta data, mantendo a discrição enquanto os demais candidatos mantiveram o ritmo de exposição nas ruas e em veículos de imprensa.








