Cariacica (ES) – O Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos, conhecido pela sigla ICE, determinou a suspensão imediata de abordagens a veículos em todo o território nacional. A decisão marca uma mudança drástica nos protocolos de fiscalização da agência. O gatilho para a medida foi a repercussão negativa da morte de dois imigrantes em ações recentes, sendo um dos casos o do colombiano Joan Sebastian Guerrero, de 26 anos, ocorrido no estado do Maine.
O cenário ganhou contornos críticos após a divulgação de imagens de câmeras de segurança que entraram em conflito direto com o relato inicial apresentado pelos agentes envolvidos na operação. Com o novo regramento, os oficiais do ICE perdem a autonomia para realizar interrupções no trânsito por conta própria. De agora em diante, tais manobras só serão autorizadas caso haja a apresentação de um mandado de prisão específico e a retaguarda garantida por outras forças de segurança.
Enquanto isso, na Colômbia, a cúpula do Exército emitiu um ultimato exigindo a soltura imediata de 39 pessoas mantidas em cativeiro pelo Exército de Libertação Nacional (ELN). Entre o grupo de reféns, as autoridades confirmaram a presença de uma criança. O sequestro ocorreu em um trecho rodoviário da província de Chocó, no noroeste do país, uma zona historicamente controlada por guerrilhas que disputam o domínio do tráfico de drogas e da mineração ilegal.
A situação dos direitos humanos também se deteriorou na Ucrânia. A ONU reportou que junho registrou o pico de mortalidade civil no país desde abril de 2022. O balanço aponta 293 mortes e cerca de 2 mil feridos, resultado direto da escalada russa. O relatório técnico indica que 45% das fatalidades foram causadas especificamente por mísseis e ataques de drones de longo alcance. Na terça-feira, 14 de maio, uma nova onda de bombardeios atingiu Kiev e arredores, forçando o governo ucraniano a responder com investidas estratégicas de drones em solo russo.
Do outro lado do Atlântico, uma mudança histórica impacta a rotina de quem transita entre o território britânico de Gibraltar e a Espanha. A partir desta quarta-feira, 15 de maio, o controle rigoroso na fronteira deixa de existir. O pacto, selado por autoridades da Espanha, do Reino Unido e da União Europeia, integra o enclave às normas de livre circulação do Espaço Schengen.
A medida põe fim a décadas de atritos diplomáticos que travavam a região. Cerca de 15 mil trabalhadores que realizam o trajeto diariamente deverão sentir o alívio imediato nas rotinas, substituindo as filas exaustivas por uma travessia simplificada entre os dois territórios.










