Nova Jersey, Estados Unidos – O futebol espanhol vive um momento de hegemonia rara. Com a vaga garantida na final da Copa do Mundo masculina, a Espanha tem diante de si a chance de sustentar, de forma inédita na história, os dois troféus mundiais mais cobiçados do planeta. O cenário ganha contornos de curiosidade, já que as mulheres da Fúria seguem como as atuais detentoras do título conquistado em 2023.
A decisão masculina ocorre neste domingo (19), às 16h, em Nova Jersey. O adversário sairá do confronto entre Argentina e Inglaterra, marcado para esta quarta-feira (15), em Atlanta. Caso os ingleses avancem, o mundo do futebol verá uma reedição exata da final feminina realizada na Austrália, onde as espanholas superaram as rivais por 1 a 0 e consolidaram uma campanha de seis vitórias em sete jogos.
O sucesso das mulheres, porém, não foi marcado apenas pelo desempenho em campo. O triunfo de 2023 serviu de palco para a ascensão meteórica de Aitana Bonmatí. A meia do Barcelona, eleita a melhor do torneio, acumulou na sequência os prêmios The Best e Bola de Ouro, reconhecimentos que mantém sob posse até hoje. Aquele mundial também ficou registrado na memória por um episódio extracampo: o beijo não consensual forçado por Luis Rubiales, então presidente da Federação Espanhola, contra Jenni Hermoso. A repercussão internacional e a pressão de atletas levaram à renúncia do dirigente, posteriormente banido pela Fifa por três anos.
A ambição espanhola não é nova. Entre 2024 e 2025, o país chegou perto de unificar as conquistas da Liga das Nações. Enquanto o time feminino dominou as duas primeiras edições do torneio, o elenco masculino levou a melhor em 2023, mas esbarrou em Portugal no ano passado.
Outras potências tentaram feitos semelhantes. A Alemanha, pioneira ao vencer o Mundial feminino em 2003 e 2007, nunca conseguiu manter a sincronia temporal com seus títulos masculinos. O próximo capítulo dessa história será escrito em território americano, mas o futuro reserva novos desafios: o Brasil sedia a Copa Feminina de 2027, e a Inglaterra ainda precisa confirmar sua vaga via repescagem, enquanto Espanha e Argentina já garantiram presença no torneio.
Para a seleção masculina, o objetivo é repetir o êxito de 2010. Se a taça vier, a Espanha reinará absoluta até 2030, quando dividirá com Portugal e Marrocos o posto de sede da competição que, no momento, é o foco total de todo o país.











