Atlanta, Estados Unidos – O Estádio de Atlanta será palco, nesta quarta-feira (15), da semifinal que definirá o último postulante ao título da Copa do Mundo de 2026. A Argentina, focada em repetir o feito do Brasil ao conquistar dois mundiais consecutivos — algo que não ocorre desde o bicampeonato de 1958 e 1962 —, enfrenta a Inglaterra, que tenta encerrar um jejum que perdura desde sua única final em 1966.
A preparação para o confronto chega ao ápice com praticamente todos os atletas disponíveis. O regulamento trouxe um alívio técnico para os treinadores: os cartões amarelos foram zerados após as quartas de final. Jogadores que entraram em campo pendurados, como Gonzalo Montiel, da Argentina, e o quarteto inglês formado por Jude Bellingham, Declan Rice, Marc Guéhi e Nico O’Reilly, começam a partida sem riscos imediatos de suspensão.
O único desfalque confirmado é do lado britânico. O zagueiro Jarell Quansah segue cumprindo a punição imposta após sua expulsão contra o México, ainda nas oitavas de final. O jogador recebeu uma pena de dois jogos, o que o excluiu definitivamente dos planos do técnico Thomas Tuchel para este embate decisivo. Vale lembrar que, embora os amarelos tenham sido limpos, qualquer expulsão durante os 90 minutos de quarta-feira resultará em suspensão automática para a grande final.
O atrativo extra fica por conta do talento ofensivo em campo. Três dos cinco principais artilheiros da competição se reencontram: Lionel Messi, com oito gols, lidera a lista, acompanhado por Bellingham e Harry Kane, ambos com seis. Messi, o maior artilheiro da história das Copas com 21 gols, passou em branco pela primeira vez nesta edição durante o duelo contra a Suíça. Do outro lado, a dependência criativa inglesa é evidente no mata-mata, onde todos os gols do English Team foram anotados pela dupla Bellingham e Kane.
O peso histórico deste confronto adiciona uma camada extra de tensão ao gramado de Atlanta. Enquanto os sul-americanos carregam a expectativa de 48 milhões de torcedores, os ingleses buscam validar o trabalho de Tuchel para recolocar o país no topo do futebol mundial após seis décadas de espera.









