Brasília (DF) – A estratégia jurídica adotada pela defesa de Deolane Bezerra sofreu um revés nesta quarta-feira (1º). O ministro Ribeiro Dantas, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou o pedido de habeas corpus que buscava a soltura da influenciadora. O teor do despacho permanece sob sigilo judicial, impossibilitando o acesso aos argumentos detalhados que fundamentaram a negativa.
Desde o dia 21 de maio, a influenciadora cumpre medida privativa de liberdade após ser capturada durante a Operação Vérnix. A ação, conduzida de forma conjunta pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil, investiga uma rede estruturada de lavagem de dinheiro que teria conexões diretas com a cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Os investigadores apontam que Deolane realizava movimentações financeiras atípicas e substanciais, o que teria servido de base para o estreitamento de laços com lideranças da facção criminosa. O desdobramento jurídico desse cenário ocorreu no fim do mês passado, quando a Justiça aceitou a denúncia e transformou a influenciadora em ré pelas práticas de organização criminosa e lavagem de capitais.
Nesse mesmo processo, Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, figura central na hierarquia do PCC e atualmente custodiado na Penitenciária Federal de Brasília, também passou à condição de réu. O alcance da denúncia ilustra a profundidade das investigações, que buscam desarticular mecanismos financeiros utilizados pela facção.
Aos 38 anos, Deolane Bezerra construiu uma trajetória digital pautada pela exposição frequente de bens e um estilo de vida de ostentação. Sua audiência, que supera os 20 milhões de seguidores, acompanhou a transição de sua imagem pública desde meados de 2021.
O nome da influenciadora ganhou projeção nacional na época do falecimento de seu marido, o funkeiro MC Kevin. O artista morreu em maio de 2021, após uma queda da varanda do quinto andar de um hotel localizado na zona sul do Rio de Janeiro. Agora, contudo, o centro das atenções sobre a figura pública deslocou-se para a esfera criminal, onde enfrenta o peso das acusações de conexão com o crime organizado paulista.











