Embu das Artes (SP) – O policial militar Vinícius Costa Silva permanecerá detido após passar por audiência de custódia na manhã desta segunda-feira, 8 de abril. A decisão judicial ocorre um dia após o agente ser capturado durante o velório da esposa, a radiologista Larissa Cruz Morata, de 29 anos. O crime aconteceu no domingo, 6 de abril, na residência onde o casal morava com o filho de dois anos.
A vítima foi localizada sem vida no banheiro do imóvel, apresentando um ferimento por arma de fogo na cabeça. Em seu depoimento inicial às autoridades, o policial alegou que encontrou a esposa caída no cômodo e sustentou a tese de suicídio. De acordo com a versão apresentada por ele, o episódio teria ocorrido logo após uma discussão sobre o término do relacionamento.
A Secretaria Estadual de Segurança Pública de São Paulo informou que a prisão do suspeito foi decretada diante de contradições na dinâmica dos fatos. Os elementos colhidos durante as primeiras diligências afastaram, ao menos por ora, a narrativa de autoextermínio, levando a polícia a classificar a ocorrência como morte suspeita enquanto o caso segue sob investigação rigorosa.
Familiares de Larissa refutam categoricamente a possibilidade de suicídio. O pai da vítima, Edson Morata, relatou que o convívio do casal era marcado por instabilidades e que a filha desejava colocar um ponto final na união. Segundo o pai, Larissa mantinha contato próximo com a avó e havia sinalizado a decisão da separação poucos minutos antes de morrer.
Edson descreveu o relacionamento como controlador por parte do policial e enfatizou a dedicação da vítima aos cuidados do filho. Com a manutenção da prisão preventiva, o suspeito foi encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes, localizado na zona norte da capital paulista, onde deverá aguardar o prosseguimento do inquérito policial.












