São Paulo (SP) – O cenário epidemiológico de São Paulo em 2026 revela um avanço significativo da dengue no interior. Levantamentos do Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde mostram que o noroeste paulista concentra os maiores coeficientes de casos confirmados para cada 100 mil habitantes, com Araçatuba, Presidente Prudente e São José do Rio Preto no topo da lista. O impacto da doença na região ultrapassa a estatística bruta, refletindo um desafio maior de saúde pública quando comparado à densidade populacional das áreas metropolitanas.
Até a última sexta-feira (5), o estado contabilizou 58.683 confirmações da doença. Além dos casos validados, o monitoramento inclui 65.939 registros prováveis e 7.256 ocorrências sob investigação rigorosa. Embora a Grande São Paulo detenha o maior volume absoluto, com 12.919 diagnósticos, a proporção em relação ao número de moradores é uma das menores do território estadual. Em contraste, municípios como Taubaté, Barretos e Franca seguem o noroeste na lista de maior incidência proporcional.
A situação nos arredores de Araçatuba chama a atenção pelo desdobramento das infecções em óbitos, com três registros na região. Birigui, Mirandópolis, Nova Independência e Buritama encabeçam os indicadores locais. Na área de Presidente Prudente, o balanço é ainda mais severo, com cinco mortes confirmadas e altos índices em São João do Pau d’Alho, Narandiba e Nova Guataporanga. Taubaté, que aparece entre os locais com maior volume de diagnósticos, soma o maior número absoluto de mortes, totalizando 18 vítimas fatais.
Para conter o avanço da transmissão, que historicamente se intensifica entre outubro e maio, a Secretaria de Saúde mantém vigilância ininterrupta. As autoridades estaduais confirmam que o monitoramento dos estoques de medicamentos e insumos básicos segue sob checagem constante, enquanto as administrações municipais foram orientadas a revisar e atualizar seus planos de contingência local.
A estratégia de enfrentamento contempla ainda a oferta da vacina Qdenga. O imunizante está disponível gratuitamente em todos os postos de saúde do estado para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, em esquema de duas doses. Para a população fora dessa faixa etária específica, compreendida entre 4 e 59 anos, a alternativa para a vacinação permanece restrita à rede particular.










