Colatina (ES) – A busca por atendimento médico em um pronto-socorro de Colatina terminou de forma inesperada para um jovem de 23 anos. No último sábado (30), após sofrer um acidente de moto e dar entrada no Hospital Sílvio Avidos, ele acabou cercado e preso por equipes das delegacias de Jaguaré e Vila Valério. O que parecia ser apenas uma ocorrência de trânsito comum se transformou no cumprimento de dois mandados de prisão pendentes.
O rapaz era peça-chave nas investigações da Operação Apokalypsis, deflagrada pelas forças de segurança em 19 de setembro de 2025 para neutralizar um bando armado que espalhava violência por Vila Valério. Inquéritos sob a responsabilidade do delegado Erick Esteves conectam diretamente o suspeito detido a duas mortes marcadas pela brutalidade.
A cronologia dos crimes apurados
O primeiro homicídio aconteceu na madrugada de 15 de março de 2025, em um bar da região. Naquela data, um desentendimento banal gerado por ciúmes culminou em tragédia. De acordo com as investigações, o jovem detido e outro cúmplice atraíram a vítima antes de dispararem diversas vezes. O atentado terminou com um morto no local e uma segunda pessoa ferida, criando um cenário de pânico que colocou em risco a vida de outros clientes.
Mais adiante, em 26 de julho do mesmo ano, a violência interna da organização criminosa cobrou seu preço. Carlos Henrique Rodrigues dos Santos, conhecido popularmente como “Pitel”, virou alvo de uma traição decorrente de disputas ligadas ao comércio ilegal de entorpecentes. Atraído para uma estrada de terra na área rural do município sob falsos pretextos, Pitel foi encurralado e executado por diversos atiradores que atuaram em sintonia desde a preparação da emboscada até os disparos fatais.
Diante da gravidade dos ferimentos provocados pela recente queda de moto, o detido não pôde ser levado imediatamente para a cadeia. Ele segue sob forte escolta policial no ambiente hospitalar, acompanhado pelas autoridades capixabas. Assim que o tratamento clínico for concluído e o suspeito receber alta do corpo médico, seu destino imediato será uma das celas do Centro de Detenção Provisória local.













