Brasília (DF) – O Brasil acelera os preparativos para sediar a Copa do Mundo de Futebol Feminino, que movimentará o país entre 24 de junho e 25 de julho de 2027. Para viabilizar a estrutura necessária, o Congresso Nacional debate o PL 1.315/2026, já aprovado pelos deputados e agora sob relatoria da senadora Leila Barros (PDT-DF) na Comissão de Esporte.
O texto define responsabilidades da União em áreas como segurança, serviços médicos e vigilância sanitária, além de estabelecer regras para vistos e venda de ingressos. Um ponto que gera debate é a liberação total para propaganda de bebidas alcoólicas durante o torneio, inclusive em horários anteriormente restritos, estendendo a permissão para transmissões em redes sociais e plataformas digitais.
A Fifa terá exclusividade comercial sobre marcas, símbolos e propriedades intelectuais em um raio ao redor dos estádios, embora o comércio local preexistente seja preservado. O projeto também inova ao garantir que o governo federal proteja seus próprios slogans e mascotes, uma lição aprendida após a edição masculina de 2014.
Uma medida de reparação histórica prevê o pagamento de R$ 500 mil a cada jogadora que defendeu o Brasil no Torneio Experimental de 1988 e na 1ª Copa do Mundo, em 1991. Com o impacto orçamentário estimado em R$ 9 milhões, o benefício estende-se aos sucessores legais de atletas falecidas, reconhecendo o pioneirismo dessas mulheres no futebol.
O calendário nacional também sofrerá mudanças drásticas: a União poderá decretar feriados em dias de jogos da Seleção, enquanto estados e municípios ganham autonomia para feriados locais. Nas escolas, o cronograma será ajustado para que as férias do primeiro semestre de 2027 coincidam com o período da competição.













