Ibatiba (ES) – A senadora Dra. Eudócia (PSDB-AL) defendeu nesta terça-feira, 26, a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar possíveis relações entre o Banco Master, o Banco BMG e operações de crédito consignado ligadas ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Em pronunciamento no Plenário, ela disse que as investigações precisam alcançar eventuais conexões políticas e financeiras associadas aos casos.
Segundo a parlamentar, as histórias estariam conectadas. “Essa história do BMG e a história da máfia do INSS e Master se juntam. É a mesma história”, afirmou durante a fala no Congresso. A forma como ela relacionou os episódios deu o tom do pedido, que mira tanto instituições financeiras quanto a atuação em torno do consignado do INSS.
Dra. Eudócia também questionou a relação entre o banqueiro Daniel Vorcaro, apontado como dono do Banco Master, e o senador Renan Calheiros (MDB-AL). Em sua argumentação, ela criticou a proposta defendida por Renan para que o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) cubra prejuízos de fundos de pensão que investiram em papéis do Banco Master.
“A conduta do senador Renan Calheiros na CAE extrapola todos os limites. É abuso de autoridade, num claro desvio de finalidade. Ele usa a presidência da CAE, desrespeitando cada um de nós, para fazer palanque eleitoral”, declarou a senadora. A menção à CAE apareceu como elemento central da crítica, ligando a discussão sobre o FGC ao papel do parlamentar.
Além da defesa da CPMI, a senadora informou que tomou medidas formais. Ela disse ter protocolado notícia-crime na Procuradoria-Geral da República (PGR), na Polícia Federal (PF), no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Ministério Público Federal (MPF), com o objetivo de pedir o desarquivamento de investigações relacionadas ao Banco BMG e ao INSS.












