Cariacica (ES) – Diante da iminência de novos fenômenos climáticos extremos, o Brasil precisa, mais do que nunca, fortalecer suas políticas de gerenciamento e prevenção de riscos. Essa é a bandeira levantada pelo senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) que, nesta terça-feira, fez um pronunciamento incisivo no Plenário, cobrando ações e uma mudança de mentalidade para encarar os desafios ambientais que se avizinham.
A preocupação principal do parlamentar gira em torno dos impactos potenciais do El Niño, um tema que já tem sido palco de discussões aprofundadas em audiências públicas no Senado. Pontes tem uma leitura clara: o custo de esperar a catástrofe para agir é alto demais, tanto em vidas quanto em recursos. Um cenário que o país, muitas vezes, vivenciou e que, para ele, é inaceitável.
Pensando nisso — ou melhor, na antecipação e na organização —, o senador defende a aprovação de um projeto de lei de sua autoria. É o PL 5.002/2023, uma iniciativa robusta que não se limita a um remendo: busca estabelecer a Política Nacional de Gestão Integral de Risco de Desastres. Não para por aí, porque a ideia também é erguer o Sistema Nacional de Gestão Integral de Risco de Desastres e, de quebra, o Sistema de Informações sobre essa mesma gestão.
A filosofia por trás do texto é simples e urgente: agir antes é economizar tempo, dinheiro e, fundamentalmente, proteger pessoas. Pontes sublinha que o improviso ou a reação tardia não apenas encarecem os processos de mitigação, mas também transformam a vida das populações afetadas em um verdadeiro martírio. Por que insistir em remediar quando se pode prevenir?
A experiência de quem está no chão, de fato, norteou a criação do projeto. O gerenciamento de risco ali contido, faz questão de ressaltar o senador, não saiu de um gabinete isolado. Pelo contrário. Ele foi desenhado por profissionais que lidam diariamente com emergências — pessoas do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) e, claro, da Defesa Civil. Essa base, construída na prática, é que confere à proposta a solidez necessária.
Prepara-se os municípios. A intenção é que estejam, de fato, aptos a enfrentar as próximas crises climáticas. A elas, infelizmente, não há como fugir: as emergências, reforça Pontes, tendem a aparecer com uma frequência cada vez maior. A questão, portanto, já não é mais “se”, mas “como” estaremos preparados para elas.











