Portugal defende que o português seja reconhecido como língua oficial das Nações Unidas. A reivindicação foi apresentada pela embaixadora portuguesa e presidente do Instituto Camões, Florbela Paraíba, durante entrevista à agência ONU News em alusão ao Dia Mundial da Língua Portuguesa, celebrado pela Unesco em 5 de maio.
A posição do governo português enquadra-se em uma estratégia mais ampla de ampliar a presença e o reconhecimento do idioma no cenário internacional. Para os portugueses, a inclusão do português entre as línguas oficiais da organização representaria uma valorização simbólica importante para os cerca de 250 milhões de falantes espalhados em nove países.
Florbela Paraíba reforçou que a questão não se resume apenas a formalidades administrativas. Para ela, trata-se de um reconhecimento da importância histórica, cultural e demográfica de uma comunidade linguística global que inclui Brasil, Angola, Moçambique, Timor-Leste, Guiné-Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, além de Portugal e Macau.
Um idioma em expansão
O português é a terceira língua mais falada no hemisfério Sul e a oitava no mundo em termos de número total de falantes. Apesar dessa relevância, permanece fora do rol das seis línguas oficiais da ONU: inglês, francês, espanhol, russo, árabe e chinês mandarin.
A iniciativa portuguesa alinha-se com esforços da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) para fortalecer laços culturais e diplomáticos entre os membros. O reconhecimento na ONU funcionaria como catalisador para maior visibilidade do idioma em fóruns internacionais e negociações multilaterais.
A data de 5 de maio marca o nascimento do poeta Camões, ícone da literatura portuguesa, e foi escolhida pela Unesco para celebrar a riqueza e diversidade da língua portuguesa em suas variantes regionais e culturais.








