Guarapari (ES) – A Global Sumud Flotilla (GSF) confirmou nesta quinta-feira (21) a libertação dos 428 ativistas que estavam detidos por Israel. Parte do grupo, incluindo quatro brasileiros, embarcará em um voo com destino a Istambul, na Turquia. Os detidos — a militante Beatriz Moreira, a advogada Ariadne Teles, a desenvolvedora Thainara Rogério e o pediatra Cássio Pelegrini — enfrentaram dias de isolamento, sem acesso imediato a representação diplomática ou jurídica.
O governo brasileiro subiu o tom na última quarta-feira (20). Em nota oficial, Brasília exigiu a soltura imediata dos cidadãos e condenou o que chamou de tratamento degradante e humilhante imposto pelas autoridades israelenses, citando nominalmente o ministro da Segurança Interna, Itamar Ben Gvir. O Itamaraty classificou a abordagem em águas internacionais como ilegal, cobrando de Israel o respeito estrito à Convenção contra a Tortura e outros compromissos humanitários internacionais.
Para a GSF, a libertação é um desdobramento da pressão política global, mas o grupo promete não recuar. A coalizão mantém o objetivo de romper o cerco a Gaza e exige a libertação de mais de 9,6 mil prisioneiros políticos palestinos. O episódio reacende o debate sobre as missões marítimas de assistência, que ganharam visibilidade no Brasil após a recente prisão e posterior retorno do ativista Thiago Ávila ao país.







