Ibatiba (ES) – A brasileira Najla Nassif Palma, defensora dos direitos das vítimas nas Nações Unidas, percorreu 16 países nos últimos dois anos. O objetivo central de sua jornada é escutar quem foi prejudicado por funcionários da organização, transformando relatos de sobreviventes em diretrizes reais para a instituição. O foco recai sobre o acesso a suporte médico, acompanhamento psicológico e o necessário auxílio jurídico para garantir que essas pessoas sejam tratadas com dignidade durante investigações.
O trabalho de campo exige uma conexão direta com a ponta da linha. Nassif Palma aposta na colaboração com organizações da sociedade civil e grupos liderados por mulheres, que atuam na base das comunidades afetadas. Essa articulação é a chave para que as políticas internas da ONU não sejam apenas burocracia, mas uma resposta eficaz às dores reais de quem busca justiça em processos disciplinares ou judiciais.
Questões sensíveis, como o reconhecimento de paternidade e o pagamento de pensão alimentícia, também ocupam o topo da agenda. Alguns países já implementaram auxílios emergenciais para mães e crianças enquanto a morosidade judicial não cessa. Ainda assim, o caminho é longo. A defensora cobra, com urgência, mais pessoal especializado, verbas estáveis e, sobretudo, uma vontade política firme tanto dos Estados-membros quanto da cúpula das Nações Unidas.








