Cachoeiro do Itapemirim (ES) – A madrugada foi um palco de destruição na Ucrânia, onde bombardeios russos ceifaram a vida de, ao menos, 22 pessoas, entre elas duas crianças. Cidades como Dnipro e a própria capital, Kiev, sentiram a força desses ataques que também deixaram mais de cem feridos — um balanço trágico que pesa na já sofrida contagem da guerra.
O presidente Volodymyr Zelensky não hesitou em denunciar: os mísseis russos atingiram e destruíram parte da infraestrutura de energia em diferentes pontos do país, aprofundando os desafios para a população. Afinal, essa é a terceira ofensiva russa de grande porte em menos de um mês, um padrão que indica uma clara escalada. Moscou, por sua vez, tentou justificar a barbárie, classificando-a como uma retaliação a um suposto ataque ucraniano a um alojamento estudantil numa área do leste do território sob ocupação russa. Uma troca de acusações que disfarça a brutalidade dos eventos.
Longe dali, no Oriente Médio, a tensão regional fervilhava com novos incidentes. Nesta terça-feira, 2 de maio, Israel realizou mais ataques aéreos no sul do Líbano, quebrando — ou ao menos testando os limites — de um cessar-fogo parcial com o Hezbollah anunciado apenas no dia anterior. Pelo acordo recém-firmado, o exército israelense se comprometera a poupar Beirute e seus subúrbios. Esse entendimento, forjado com a intrincada mediação dos Estados Unidos, vinha como uma tentativa de esfriar a escalada do conflito na região, uma empreitada que, ao que parece, ainda tem muitos obstáculos à frente.
Já no Quênia, uma disputa de saúde pública e soberania transformou-se em tragédia. Na cidade de Nanyuki, duas pessoas perderam a vida em protestos veementes contra um plano polêmico: os Estados Unidos querem instalar um centro de isolamento para casos de ebola numa base militar local. A revolta popular é compreensível, dado o surto preocupante da doença no país vizinho, a República Democrática do Congo. Lá, a situação é dramática, com as autoridades de saúde registrando 48 óbitos e 321 casos já confirmados, alimentando o temor de que o Quênia possa virar um novo foco.













